domingo, 12 de abril de 2009

Transferências internacionais
Desde o início do século XXI, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de jogadores.[38] Nos últimos anos, a saída de jogadores movimentou mais de 440 milhões de dólares, se tornando um dos principais produtos de exportação do país, ultrapassando produtos como banana, maçã e uva.[39] Desde que o Banco Central começou a registrar a venda de atletas para o exterior, em 1993, as exportações já somam dois bilhões de doláres.[40] O principal destino dos jogadores é Portugal: em 2008, 209 futebolistas se transferiram para o país.[41] A Europa é a maior importadora de atletas brasileiros: dos 1.776 que saíram do Brasil em 2008, 762 tiveram como destino a região. Em segundo lugar vem a Ásia, com 222 jogadores.[42] A transferência de brasileiros para o exterior é tão generalizada que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, chegou a afirmar que um dia "todas as seleções do mundo jogarão apenas com brasileiros."[43]

Apesar desse panorama, os altos valores negociados não refletem uma grande valorização do atleta brasileiro quando atuando no país. A alta quantia é muito mais pela grande quantidade de jogadores negociados, já que até hoje poucos clubes brasileiros conseguiram cifras significativas na venda de um único jogador. Na lista das dez maiores transferências da história do futebol, não se encontra nenhum brasileiro negociado por um time nacional.[44] A desvalorização do jogador brasileiro quando fora na Europa tem no caso de Kaká seu exemplo mais explícito: ganhador do prêmio de Melhor Jogador do Ano em 2007 pela FIFA e um dos atletas mais valorizados atualmente, ele saiu do São Paulo para o Milan por apenas US$ 8,25 milhões, o que levou a Silvio Berlusconi, presidente do clube milanês, a declarar: "Foi a maior contratação da história do Milan. E a preço de banana."[44]

Para os clubes, a culpa de tal êxodo é da Lei Pelé. A Lei 9.615/98, mais conhecida pelo nome de seu criador, Pelé, entrou em vigor em 26 de março de 2001, instituindo o passe livre. O passe, que era o vínculo do jogador com o clube, passou a ser substituído por um vínculo trabalhista e desportivo, permitindo que um jogador sob contrato fosse contratado por outra equipe mediante o pagamento de uma clausula penal.[45] Segundo os clubes, a Lei Pelé enfraqueceu as agremiações, por não haver uma legislação específica voltada para resguardar os interesses dos mesmos.[40] Para os atletas, o fim do passe representou o fim de um vínculo injusto, onde o time era o único com o poder de decisão sobre o futuro de seus jogadores.[45] Com o grande exôdo de jogadores nos últimos anos, inicou-se um debate para mudar certos pontos da Lei Pelé.[46][47][48]

O êxodo de jogadores, sobretudo aqueles menores de idade, é palco de muitos debates no país, principalmente sobre as conseqüências que isso estaria gerando ao estilo do futebol brasileiro. Segundo alguns especialistas, a ida prematura a Europa acabaria por modificar o jogador brasileiro, que é lapidado na forma européia de jogo, focada mais na parte defensiva e tática do que na habilidade propriamente dita. Tal opinião é compartilhada por técnicos como Carlos Alberto Parreira, tetracampeão mundial com a seleção brasileira e Vanderlei Luxemburgo, cinco vezes campeão brasileiro. Para Parreira, este é um problema que "pode acabar afetando seriamente o futebol brasileiro num futuro próximo."[49]

Ano Nº de jogadores Valor (US$)[40] Ano Nº de jogadores Valor (US$)[40] Ano Nº de jogadores Valor (US$)[40]
1985 [50] 136[50] - 1986 136[50] - 1987 136[50] -
1988 136[50] - 1989 136[50] - 1990 136[50] -
1991 136[50] - 1992 205[50] - 1993 322[50] 9,3
1994 207[50] 14,2 1995 254[50] 14,5 1996 381[50] 38,1
1997 553[50] 109,8 1998 530[50] 81,8 1999 658[50] 93,6
2000 - 129,8 2001 - 126,9 2002 665[51] 66,6
2003 858[52] 72,8 2004 857[53] 102,1 2005 804[54] 159,2
2006 851[55] 131 2007 1085[56] 222,6[57] 2008 1.176[42]

Estatísticas das transferências internacionais de futebolistas brasileiros (em milhões)

[editar] Seleção Brasileira

Brasil contra Uruguai.Ver artigo principal: Seleção Brasileira de Futebol
A Seleção Brasileira de Futebol é um dos principais times nacionais de futebol do mundo. Maior vencedor da Copa do Mundo FIFA, com cinco títulos, o Brasil é conhecido por sua camisa na cor amarela e verde, com shorts azuis e meias brancas, as quatro cores da bandeira nacional.

A equipe conquistou também a Copa América por oito ocasiões, a Copa das Confederações por duas, porém, nunca conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos.

Atualmente, a maioria dos jogadores que são convocados para participar do time nacional do Brasil, atuam em equipes do exterior, porém, no geral, o Botafogo é o clube que mais cedeu futebolistas para a seleção, noventa e dois jogadores botafoguense atuaram pelo país. Em Copas do Mundo, o Botafogo também é o clube com o maior número de convocações, 46 até 2006. Contudo, é o Santos que teve o maior número de jogadores campeões do mundo pelo Brasil enquanto defendiam o clube, 11 no total.

Os maiores rivais do Brasil são a Argentina e o Uruguai na América. Além destes, na Europa, a Inglaterra, a Itália, a França e a Alemanha são as principais adversárias do time nacional brasileiro.


[editar] Entidades

[editar] CBF

Ricardo Teixeira, presidente da CBF.Ver artigo principal: Confederação Brasileira de Futebol
A Confederação Brasileira de Futebol é a entidade máxima do esporte no país. Organiza todos os campeonatos em território nacional e representa o Brasil nas competições internacionais entre países com a Seleção Brasileira. Fica sediada na cidade do Rio de Janeiro e tem como atual presidente Ricardo Teixeira.


[editar] Federações estaduais
Ver artigo principal: Categoria:Federações estaduais de futebol do Brasil
As Federações estaduais são as responsáveis por regular o futebol em cada Estado que lhe têm circunscrição. São órgãos inferiores e ligados à CBF, tendo autonomia própria para organizar campeonatos, eleger presidente, assinar contratos e reconhecer clubes e associações ligadas ao esporte.


[editar] Clube dos 13
Ver artigo principal: Clube dos 13
O Clube dos 13 é a associação criada em 1987 para organizar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Seria o órgão responsável por criar uma liga de clubes, porém, este fato só foi concretizado em seu ano de fundação e em 2000, devido a problemas da CBF na organização do campeonato, gerando assim a Copa União e a Copa João Havelange para cada ano respectivamente. Na prática, o Clube dos 13, atualmente, é o elo entre clubes e CBF e entre clubes e contratos de trasmissão pela TV.


[editar] FBA

Ronaldinho Gaúcho, eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA duas vezes.Ver artigo principal: Futebol Brasil Associados
A FBA, sigla para Futebol Brasil Associados, é a entidade responsável para a organização do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B, a segunda principal divisão de clubes no torneio nacional.


[editar] STJD
Ver artigo principal: Superior Tribunal de Justiça Desportiva
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é órgão jurídico no âmbito desportivo no Brasil. Ele é responsável por julgar os casos envolvendo clubes e atletas. É comum sua participação no cotidiano do futebol brasileiro a partir de julgamentos de casos de suspensão por cartões vermelhos e amarelos, casos de agressão ou mesmo de doping. Seu órgão inferior é o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que atua a nível estadual.


[editar] Calendário e competições

Um torcedor brasileiro.Motivo de grande controvérsia no Brasil, o calendário de futebol ao longo dos tempos foi alvo de críticas por parte de torcedores, jornalistas especializados e mesmo dirigentes de clubes. Com a aprovação do "Estatuto do Torcedor" pelo Congresso Nacional, as mudanças começaram a transformar o calendário nacional. Segundo a CBF, a intenção é tornar o calendário brasileiro compatível com os dos países da Europa, para compatibilizar os interesses das organizações de futebol nacionais e internacionais.[58][59]

A temporada brasileira, tradicionalmente, é iniciada em janeiro. Hoje, a primeira competição a ser disputada pelos elencos profissionais são os campeonatos estaduais. Anteriormente, entre meados da década de 1990 até 2002, as competições regionais, como o Torneio Rio-São Paulo, a Copa Sul-Minas e a Copa Nordeste por exemplo, eram realizadas no começo do ano. Envolviam equipes de diferentes estados. Contudo, foram extintas, já que sobrecarregavam os grandes times no primeiro semestre. A Copa do Brasil, disputada na primeira metade do ano, cresceu e ganhou importância. Esta é a única competição nacional que envolve clubes de todos os estados do Brasil, classificados a partir de torneios estaduais do ano anterior. No entanto, a Copa do Brasil não conta com a participação das equipes classificadas para a Libertadores da América, também disputada no primeiro semestre de cada ano.

O Campeonato Brasileiro de Futebol, também conhecido por Brasileirão popularmente, é realizado entre maio e dezembro normalmente, desde 2003. Por começar antes do meio de cada ano, o campeonato sofre com a abertura do mercado exterior entre julho e agosto, fazendo com que muitos jogadores transfiram-se para outros países.[60] Além disso, seu início dá-se durante a fase decisiva da Copa Libertadores e sua finalização é concorrente à Copa Sul-Americana.

No total, um clube brasileiro pode acabar disputando por volta de 80 partidas ao longo do ano, perfazendo a média de um jogo a cada 4,5 dias. Os jogos de primeira divisão no país costumam acontecer em rodadas de quarta e quinta-feira, à noite, e sábado e domingo, à tarde.

No passado, os campeonatos estaduais e o nacional, desde que fora criado, dividiam o calendário do futebol brasileiro. Uma competição para cada semestre. Além disso, paralelamente aos estaduais, ocorriam competições municipais, regionais e, em alguns locais, o Torneio Início, que tinha todas suas partidas em apenas um dia.


[editar] Campeonatos Estaduais

Partida entre Santos e Mogi Mirim na Vila Belmiro, pelo Paulistão 2007.Ver artigo principal: Campeonato Estadual de Futebol
Organizados pelas federações estaduais, é uma disputa entre os clubes de cada unidade da federação, muito tradicional em determinados estados. A fórmula de disputa é diferente para cada Estado, variando conforme a tradição, cultura, mercado e vontade dos dirigentes locais. Alguns Estados criam fórmulas complexas, com diversas finais, turnos e repescagens ao longo do torneio, enquanto outros, como o Rio Grande do Sul, mantém a mesma fórmula há várias décadas. Desde a instituição da Copa do Brasil, os campeões estaduais de federações menores têm a oportunidade de obter algum tipo de projeção nacional.

Sua existência é um aspecto único ao futebol brasileiro. Por causa do desenvolvimento do esporte em tempos remotos, o tamanho do país e a falta de um transporte rápido, tornou-se inviável a criação de uma competição de nível nacional, fazendo com que os primeiros torneios fossem estaduais ou interestaduais, como o Torneio Rio-São Paulo. Mesmo hoje, apesar da existência de um campeonato nacional, os campeonatos estaduais continuam a ser disputados intensamente e as rivalidades dentro de cada estado mantém-se muito forte. Em alguns Estados, a competição ganha o apelido por seu aumentativo, casos do Paulistão e Gauchão por exemplo.


[editar] Copa do Brasil
Ver artigo principal: Copa do Brasil de Futebol
Torneio criado em 1989, a Copa do Brasil de Futebol em suas primeiras edições era relegado ao segundo plano. Hoje, ganhou importância devido a um número maior de participantes e, principalmente, por causa da vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte reservada ao campeão. É a única chance dos times pequenos (como o Santo André, em 2004, e o Paulista de Jundiaí, em 2005) conseguirem acesso à competições internacionais, sem precisar ganhar o competitivo Campeonato Brasileiro de Futebol, em todas as suas divisões.


[editar] Campeonato Brasileiro
Ver artigo principal: Campeonato Brasileiro de Futebol

Partida entre Cruzeiro e Corinthians no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro de 2006.O Campeonato Brasileiro de Futebol ou Brasileirão foi criado apenas em 1971 pela CBF para ser o principal torneio de futebol no âmbito nacional. O campeonato teve com antecessores a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Ainda hoje, algumas dificuldades são notórias para a sua realização. A fórmula foi alterada inúmeras vezes e as divisões inferiores sempre sofreram com o descaso e a falta de planejamento. Nos últimos anos, porém, o campeonato ganhou consistência com a adoção, desde a edição de 2003, do sistema de pontos corridos, onde a competição é disputada em dois turnos, sendo o time que somar o maior número de pontos o campeão. O torneio cede vaga para as competições internacionais, Libertadores e Sul-Americana, além de rebaixar clubes para a Segunda Divisão.

O Campeonato Brasileiro é disputado em três divisões, além da Série A, existem também as Séries B e C. Recentemente, grandes clubes cairam para a Segunda Divisão, como Palmeiras, Botafogo, Atlético Mineiro, Grêmio,Corinthians porém, todos estes conseguiram reascender à Série A no ano seguinte. Em 2009 outro grande clube, o Vasco participará da Série B. A presença destas equipes gerou maior organização da competição e atração de investimentos para a sua realização. Já a Terceira Divisão teve como participação o tradicional Fluminense em 1999. A presença do clube carioca gerou uma grande estruturação da competição, que, pela primeira vez naquele ano, foi transmitida pela televisão.

Com o baixo interesse pela Série C[61], a CBF começou a discutir em 2008 a criação de uma Série D, de modo a poder diminuir os participantes da Série C e torná-la mais atrativa.[62][63] A nova divisão foi confirmada no dia 9 de Abril e contará com 40 clubes na sua primeira edição. A C, que contava com 64 equipes contará com apenas 20 clubes em 2009. ref name=SerieD />


[editar] Categorias de base

Robinho, jovem atacante brasileiro.
[editar] Copa São Paulo de Futebol Júnior
Ver artigo principal: Copa São Paulo de Futebol Júnior
Organizada pela Federação Paulista de Futebol, a Copa São Paulo de Futebol Júnior conta com a participação de dezenas de clubes da categoria júnior (até 20 anos) de todo o país (em algumas edições houve a participação de clubes estrangeiros), com uma contagem que varia ano a ano. Tem duração em torno de 20 dias e sua final acontece sempre no Estádio do Pacaembu em 25 de Janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, capital do Estado. O Corinthians é o maior vencedor desta copa.


[editar] Campeonato Brasileiro de Futebol Sub-20
Ver artigo principal: Campeonato Brasileiro de Futebol Sub-20
Organizado desde 2006 pela CBF, o Campeonato Brasileiro de Futebol Sub-20 reúne no final do ano as principais equipes de futebol do país, com jogadores em idade até 20 anos, em um único Estado-sede. As equipes são divididas em grupos e os melhores classificam-se para uma fase eliminatória. Após cada etapa, o vencedor da final sagra-se o campeão. As duas edições do torneio foram disputadas no Rio Grande do Sul.


[editar] Competições internacionais

[editar] Copa Libertadores

Final da Libertadores 2007 entre Grêmio e Boca JuniorsVer artigo principal: Copa Libertadores da América
A Copa Libertadores da América começou a ser disputada em 1960. Organizada pela CONMEBOL, é a principal competição de clubes da América do Sul, sendo disputada no primeiro semestre. Apesar de um boicote por parte dos clubes brasileiros em fins da década de 1960, oito clubes do país já a venceram. São eles São Paulo, recordista do país com três conquistas; Santos, Grêmio e Cruzeiro com duas; além de Flamengo, Vasco, Palmeiras e Internacional que possuem um título. Atualmente, cinco equipes do Brasil podem conseguir vaga na competição através das competições nacionais. O campeão da Libertadores ganha vaga na Recopa Sul-Americana para jogar contra o campeão da Copa Sul-Americana. A competição é tão importante para os clubes que de 1991 em diante sempre teve um time brasileiro como semi-finalista.


[editar] Copa Sul-Americana
Ver artigo principal: Copa Sul-Americana
A Copa Sul-Americana é a segunda principal competição da América do Sul. Ela foi criada para substituir as antigas Copa Conmebol, vencida por Atlético Mineiro (duas vezes), Botafogo, São Paulo e Santos, e Copa Mercosul, conquistada por Flamengo, Vasco e Palmeiras. Ocorre sempre no segundo semestre de cada ano. São concedidas para times do Brasil oito vagas no torneio, incluíndo uma para o campeão do Brasileirão. Contudo, até hoje somente um clube brasileiro venceu a Competição, o Sport Club Internacional (2008, sobre o Estudiantes de La Plata - e de forma invicta, considerando-se a prorrogação da final). O campeão da Copa Sul-Americana ganha vaga na Recopa Sul-Americana para jogar contra o campeão da Copa Libertadores da América.


[editar] Mundial de Clubes
Ver artigo principal: Campeonato Mundial de Clubes
O Mundial de Clubes, e suas versões anteriores, são a principal competição de futebol envolvendo clubes no Planeta Terra. Disputada desde 1950 e, a partir de 1980 no Japão anualmente (com exceção de uma edição no Brasil em 2000), dá vaga ao campeão da Copa Libertadores da América de disputar a título de campeão do mundo.

Sete clubes do país já venceram a competição, o São Paulo, recordista do país com três conquistas, o Santos duas vezes, e o Corinthians, Flamengo, Grêmio e o Internacional uma vez cada.


[editar] Arbitragem
Consulte também: Anexo:Lista de árbitros FIFA do Brasil
A arbitragem no Brasil é regulamentada pela Comissão de Arbitragem (CONAF), orgão vinculado à CBF. Seu atual presidente é Segio Corrêa. A indicação dos membros da comissão fica a cargo do presidente da CBF.[64] A profissão é representada pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), que responde pelos interesses da classe no país.

Os juízes do quadro nacional são indicados pelas comissões de arbitagem de cada federação. Entre as atribuições do CONAF estão a punição a árbitros por erros cometidos durante as partidas[65][66][67], o sorteio dos mesmos nas competições regulamentadas pela CBF - Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, e a execução dos testes fisícos e teóricos para seus quadros nacionais e internacionais[68] - os "árbitros FIFA", aptos a apitar jogos internacionais.

No quadro FIFA de 2008 houve no total 7 alterações. Entre os árbitros masculinos, entraram Marcelo de Lima Henrique e Evandro Rogério Roman. Entre os assistentes, duas mudanças: Emerson Augusto de Carvalho e Dibert Pedrosa Moises. Já no quadro feminino, no entanto, não há árbitros, apenas assistentes. Foram três mudanças: a inserção de Maria Eliza Correia Barbosa, Katiúscia Mayer Berger Mendonça e a Angela Paula C. Regis Ribeiro.[69]

A escolha dos árbitros para as competições oficiais se dá mediante sorteio. Tal regra foi regulamentada pela Lei 10.671, mais conhecida como Estatuto de Defesa do Torcedor. Seu artigo 32 diz que "É direito do torcedor que os árbitros de cada partida sejam escolhidos mediante sorteio, dentre aqueles previamente selecionados".[70] Antes da lei entrar em vigor a CONAF decidia a escalação dos juízes em campeonatos nacionais, com as federações regionais decidindo o mesmo em campeonatos estaduais. A não realização de um sorteio levava a indicações políticas e por pressões de cartolas pelo escolha de um árbitro em detrimento de outro, numa tentativa de interferência na arbitragem de modo a favorecer seu time.[71] O atual sistema, apesar de evitar interferências externas, é criticado porque, com um único critério, que é a aleatoriedade, acabaria por afastar árbitros mais qualificados da escala.

O primeiro juiz brasileiro em uma Copa do Mundo foi Almeida Rego, que atuou como árbitro em três partidas na primeira edição do torneio e como auxiliar em outra. A atuação do brasileiro em sua primeira partida, Argentina versus França, foi polêmica. Almeida terminou o jogo antes dos 90 minutos regulamentares, e avisado pelos seus auxiliares, voltou atrás em sua decisão.[72]

A arbitragem brasileira só seria representada novamente na Copa do Mundo de 1950, com Mário Gonçalves Vianna, apitando em dois jogos. Vianna voltaria na edição de 54 para se envolver numa grande polêmica. Na partida Suíça 2 x Itália 1, apitada pelo brasileiro, Vianna foi acusado de não coibir o jogo violento do time suíço e de ter anulado um gol legítimo francês. Terminado o confronto, ele foi perseguido pelos atletas franceses, que tiveram que ser contidos pela polícia. O jornal italiano Gazzetta Dello Sport caracterizou a atuação do árbitro com a manchete "Arbitraggio scandaloso!" ('arbitragem escandalosa!').[73]

Em 1950 o Brasil foi representado por mais dois árbitros: Alberto da Gama Malcher, participando de dois jogos, e Mário Gardelli, como auxiliar em um. Desde então mais 11 juízes tiveram participações em Copas do Mundo, totalizando 15 brasileiros. São eles: João Etzel Filho, em 1962; Armando Nunes Castanheira da Rosa Marques em 66 e 74; Arnaldo Cezar Coelho em 78 e 82; Romualdo Arppi Filho em 1986; José Roberto Wright em 1990; Renato Marsiglia e Paulo Jorge Alves em 94; Márcio Rezende Freitas e Arnaldo Pinto em 98; Carlos Eugênio Simon e Jorge Paulo Gomes em 2002, e o mesmo Simon em 2006.[74]

Dois árbitros brasileiros já apitaram uma final de Copa do Mundo: Arnaldo Cezar Coelho na Copa do Mundo de 1982, no jogo entre Itália e Alemanha e Romualdo Arppi Filho em 1986, na decisão entre Argentina e Alemanha.

O árbitro que mais apitou jogos do Campeonato Brasileiro é Arnaldo Cezar Coelho, presente em 291 partidas pela competição. A seguir os 15 juízes que mais atuaram no torneio:[75]

Árbitro Nº de partidas Árbitro Nº de partidas Árbitro Nº de partidas
Arnaldo Cézar Coelho 291 Márcio Rezende de Freitas 269 Luiz Carlos Félix 260
José Roberto Wright 259 Romualdo Arppi Filho 254 José de Assis Aragão 249
Dulcídio Wanderley Boschillia 240 Carlos Eugênio Simon 234 Wilson Souza de Mendonça 232
Luciano Augusto Teoton Almeida 202 Antônio Pereira da Silva 199 Wilson Carlos dos Santos 198
Valquir Pimentel 189 Emídio Marques de Mesquita 183 Carlos Sérgio Rosa Martins 172


[editar] Futebol feminino

Partida de futebol feminino entre Brasil e EUA pelo Rio 2007.O futebol feminino do Brasil tem como destaque a Seleção Brasileira de Futebol Feminino. No time nacional, destacam-se jogadoras como Marta, Cristiane, Daniela Alves e, na década de 1990, Kátia Cilene, Pretinha e Sissi. O time ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, além de ter sido vice-campeã na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2007 e nas Olimpíadas de 2004 e de 2008.

Apesar da força da Seleção, o futebol feminino interno é precário. São poucos os clubes que se interessam por desenvolver a categoria. Além disso, os campeonatos são escassos, sendo grande parte em nível estadual e amador. O primeiro grande torneio criado foi a Copa do Brasil de Futebol Feminino em 2007.


[editar] Mídia
A popularização do futebol no Brasil deve-se, em parte, à mídia, em especial ao rádio nas primeiras décadas do século XX. A Rádio Globo do Rio de Janeiro, capital da República até 1961, transmitia partidas para grande parte do território nacional. Além disso, outras rádios locais cobriam o esporte em sua própria região antes da chegada e difusão da televisão. Os jornais também contribuiam para a divulgação de informações a respeito dos ocorridos do esporte.

Atualmente, a televisão é o principal órgão difusor do futebol no país. Os direitos de transmissão dos principais campeonatos encontram-se sobre o monopólio das Organizações Globo, que as divide para seus canais, TV Globo, Sportv e Premiere Futebol Clube, além de outros canais de TV aberta, como a Band e, anteriormente, a Record. A Série B conta também com a transmissão da RedeTV!, além dos veículos da Globo. Outro canal de televisão que cobrem o esporte é a ESPN Brasil, que voltará a transmitir jogos de competições nacionais em 2009, com a Copa do Brasil.

Outros veículos de comunicação futebolísticos importantes são a Revista Placar e os jornais esportivos Lance!, Gazeta Esportiva e Jornal dos Sports. Um tipo comum de programa na televisão fica por conta dos programas de mesa-redonda (debate esportivo) nas noites de sábado, domingo e segunda-feira, além de outros especializados em formatos variados diariamente. Uma espécie curiosa de exploração do esporte dá-se pela MTV Brasil através do programa Rockgol, onde algumas das bandas musicais famosas montam equipes e disputam um torneio, além do Rockgol de Domingo, onde os humoristas Paulo Bonfá e Marco Bianchi satirizam os programas de mesa-redonda.


[editar] Torcida
Segundo pesquisas realizadas[76], o clube que possui a maior torcida do país é o Flamengo, com cerca de 33 milhões de adeptos. Logo atrás, o Corinthians é o dono do segundo maior contigente de torcedores, 24 milhões aproximadamente. Outros clubes que ultrapassam a marca de 10 milhões de fãs são o São Paulo, o Palmeiras e o Vasco.

É comum ver nos estádios torcidas organizadas, grupos de adeptos de um determinado time que se unem para cantar músicas de apoio ao seu time. Contudo, um número de integrantes de tais grupos são responsáveis por um grande número de atos de violência dentro e fora dos estádios, sobretudo em brigas contra torcidas organizadas rivais. A violência de desses integrantes muitas vezes não se limitam apenas a torcidas rivais, mas também à comissão técnica, jogadores e até mesmo diretoria dos clubes. O técnico Emerson Leão foi agredido por membros de uma organizada do Santosquando vinha cobrar salários atrasados na Vila Belmiro[77]; já o presidente do Atlético Mineiro, Ziza Valadares, renunciou em 2008 por uma suposta ameaça de morte, que segundo ele, teria sido orquestrado por uma torcida organizada.[78]. Tais eventos têm feito com que o poder público discuta medidas de represálias a esses movimentos, como sua proibição.[79][80]


[editar] Principais clubes
Ver artigo principal: Ranking da CBF

[editar] Grandes futebolistas
Alex
Adriano
Ademir Marques de Menezes
Ademir da Guia
Aldair
Alemão
Amarildo
Bebeto
Bellini
Branco
Brito
Cafu
Careca
Carlos Alberto Torres
Canhoteiro
Paulo César Carpegiani
Casagrande
Clodoaldo
Coutinho
Dario
Didi
Dida
Diego
Dirceu Lopes
Djalma Santos
Djalminha
Domingos da Guia
Dorval
Dunga
Éder
Edílson
Edinho
Edmundo
Emerson
Falcão
Evaristo de Macedo
Everaldo
Eurico Lara
Félix
Marinho Chagas
Foguinho
Friedenreich
Garrincha
Gérson
Gil
Gilberto
Gilberto Silva
Gilmar
Gonçalves
Jair da Costa
Jair da Rosa Pinto
Jairzinho
Jorginho
Julinho Botelho
Júlio César
Juninho Paulista
Juninho Pernambucano
Júnior
Kaká
Leandro
Lúcio
Leão
Leônidas da Silva
Müller
Luís Pereira
Luisinho
Luizão
Márcio Santos
Marcos
Mauro
Mauro Galvão
Moacir Barbosa
Neto
Nilton Santos
Nílton De Sordi
Orlando
Oscar
Paulo Cézar Caju
Pelé
Pepe
Piazza
Quarentinha
Raí
Renato Gaúcho
Reinaldo
Ricardinho
Ricardo Rocha
Roberto Rivellino
Rivaldo
Roberto Carlos
Roberto Dinamite
Roberto Miranda
Robinho
Rodrigues Neto
Romário
Ronaldinho
Ronaldo
Rogério Ceni
Sócrates
Taffarel
Toninho Cerezo
Tostão
Túlio Maravilha
Valdir Peres
Vampeta
Vavá
Viola
Washington
Zagallo
Zico
Zinho
Zito
Zizinho



[editar] Grandes treinadores
Carlos Alberto Parreira
Luiz Felipe Scolari
João Saldanha
Telê Santana
Vanderlei Luxemburgo
Zagallo
Émerson Leão
Valdir Espinoza
Lula
Muricy Ramalho
Paulo Autuori
Abel Braga
Joel Santana
Zico
Mario Travaglini

[editar] Principais estádios

Maracanã, o maior estádio do Brasil.
Mineirão, principal estádio de Minas Gerais.Ver página anexa: Anexo:Lista de estádios de futebol do Brasil
Aflitos, Recife, Pernambuco
Albertão, Teresina, Piauí
Arruda, Recife, Pernambuco
Arena da Floresta, Rio Branco, Acre
Barradão, Salvador, Bahia
Beira-Rio, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Castelão, Fortaleza, Ceará
Castelão, São Luís, Maranhão
Couto Pereira, Curitiba, Paraná
Engenhão, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Fonte Nova (fechado), Salvador, Bahia
Ilha do Retiro, Recife, Pernambuco
Kyocera Arena (antiga Arena da Baixada), Curitiba, Paraná
Brinco de Ouro, Campinas, São Paulo
Machadão, Natal, Rio Grande do Norte
Mané Garrincha, Distrito Federal
Mangueirão, Belém, Pará
Maracanã, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Mineirão, Belo Horizonte, Minas Gerais
Morenão, Campo Grande, Mato Grosso do Sul
Morumbi, São Paulo, São Paulo
Olímpico, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Heriberto Hülse, Criciúma, Santa Catarina
Orlando Scarpelli, Florianópolis, Santa Catarina
Palestra Itália, São Paulo, São Paulo
Pacaembu, São Paulo, São Paulo
Estádio Parque do Sabiá, Uberlândia, Minas Gerais
Raulino de Oliveira, Volta Redonda, Rio de Janeiro
Rei Pelé, Maceió, Alagoas
São Januário, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Serra Dourada, Goiânia, Goiás
Vila Belmiro, Santos, São Paulo
Vivaldão, Manaus, Amazonas



[editar] Curiosidades
O América Mineiro e o ABC Futebol Clube detém recorde de títulos de campeonatos estaduais consecutivos. O América chegou ao decacampeonato mineiro, de 1916 a 1925 e o ABC é decacampeão potiguar, de 1932 a 1941.
O ABC Futebol Clube detém outro recorde - o de maior campeão estadual, com 50 títulos conquistados no Campeonato Potiguar.
O time de futebol mais antigo do Brasil é o Sport Club Rio Grande, de Rio Grande - Rio Grande do Sul, também conhecido no sul por Vovô, foi fundado em 19 de Julho de 1900.
A maior goleada que se tem registro no Brasil foi entre Botafogo de Futebol e Regatas e Sport Club Mangueira, em 30 de Maio de 1909 pelo Campeonato Carioca, com o placar de 24 a 0, os gols foram marcados por Gilbert (9), Flávio (7), Monk (2), Lulu (2), Raul (1), Dinorah (1), Henrique (1) e Emanuel (1).
Inaugurado em 1902, o Velódromo de São Paulo foi o primeiro estádio brasileiro.
Há um time formado por brasileiros residentes em Londres, o Brazilian Football Show Sports Club, que disputa a Middlesex Football County League, nível 7 do Sistema Nacional de Ligas da Inglaterra. Estreando a temporada de 2003-04 venceu o campeonato sendo promovido da Divisão Um para a Primeira Divisão da Liga.
O Estádio Olímpico João Havelange (mais conhecido como Engenhão), administrado pelo Botafogo de Futebol e Regatas, é considerado o estádio mais moderno da América Latina.

[editar] Outras modalidades
Futsal
Futebol de areia
Futebol society
Showbol
Futebol de 5
Futebol de 7

[editar] Ver também
Clubes brasileiros de futebol

[editar] Referências
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[editar] Bibliografia
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[editar] Leitura Complementar
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GIULIANOTTI, Richard. Sociologia do Futebol. Nova Alexandria, 2002 - ISBN 8574920533
HAMILTON, Aidan. Jogo Inteiramente Diferente, Um. Gryphus, 2001. ISBN 8575100025.
MARTINS, Clovis; ASSAF, Roberto. Campeonato Carioca: 96 Anos de História - 1902 a 1997. Irradiação Cultural, 1997.
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SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; SILVA, Carlos Leonardo Bahiense da; AGOSTINO, Carlos Gilberto. Memória Social dos Esportes Volume 1. Mauad, 2003. ISBN 8574780901
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